Descrição
“Avisos e Instruções que Santo Inácio nos deixou para alcançarmos o Sentido Verdadeiro que deve ser o nosso, em qualquer grupo em que vivamos”
Por que ele os escreveu? E justo depois das “Quatro Semanas”?
Vejamos… Santo Inácio viveu talvez nos tempos mais difíceis pelos quais passou nossa Igreja. Tempos que levaram à Reforma (com a presença de Lutero) e à subsequente grande divisão dentro do Cristianismo, que gerou diferentes Igrejas. E tempos também da Contra-Reforma, na qual Santo Inácio teve grande participação. Ou seja, ele viveu em meio a muita “intolerância, preconceito, violência, julgamentos… que rompem qualquer possibilidade de encontro humanizador”.
Nas quatro semanas, me “preparei e dispus” para “procurar e encontrar a vontade de Deus”. A experiência que Santo Inácio queria que eu fizesse ao longo dos EE era só minha: ninguém podia discernir por mim, e menos ainda eleger, fazer escolhas. No entanto, eu não vivo só. O ser humano não pode se situar à margem do “grupo”: nascemos em uma família, fomos educados na escola, nosso trabalho é um serviço para os outros – comunidade -, vivemos em uma cidade, somos de um povo. O “social” acompanha-nos do nascimento até nossa morte: a realização pessoal está demarcada por um “nós”, e não pode ser de outra maneira.
E lembremos agora do apelo que nos faz o nosso querido Papa Francisco: “Viver a cultura do encontro, frente a uma cultura da indiferença”. Por isso cremos que nada mais atual do que estes Avisos e Instruções que Santo Inácio nos deixou, pois “como cristãos somos chamados a uma presença reconstrutora de relações, acolhendo e respeitando quem pensa, sente ou crê de maneira diferente”.