Mártir de Madagascar
Tiago Berthieu nasceu em 1838 na região de Auvergne – França, de uma família de proprietários agrícolas. Ordenado presbítero, atuou como padre diocesano até seus 35 anos, até que, em 1875, entrou no Noviciado da Companhia de Jesus, levado pelo desejo de ser missionário. Concluído o noviciado, foi enviado à ilha da Reunião, então possessão francesa, para aprender malgaxe. Com a proibição da atividade de jesuítas em território francês (1881), Berthieu teve de transladar-se a Madagascar. Em 1896, começa o levantamento dos Menalamba, com o propósito de expulsar os europeus e destruir o cristianismo. Quando os revoltosos invadem o povoado, onde estava, encontram-no escondido, na casa de um amigo protestante. Arrancam-lhe a batina e o crucifixo, golpeiam-lhe a cabeça e levam-no numa marcha de 10 quilômetros, com a cabeça sangrando. Antes de matá-lo, seus inimigos lhe oferecem perdão, em troca de abjurar a fé. Sua resposta “Aceitar o que dizes significa a morte; rejeitar significa vida”. Foi fuzilado e seu corpo jogado no rio Manarara.
Canonizado pelo Papa Bento XVI em 2012.
“A missão avança, embora os frutos, em muitos lugares, ainda não sejam mais que uma esperança e, em outros, pouco visíveis. Mas que importa! Desde que sejamos bons semeadores, Deus fará a missão crescer a seu tempo.”