Cuidador dos Leprosos
Polonês, nascido numa região que atualmente pertence à Ucrânia, foi um verdadeiro pioneiro no cuidado dos leprosos, numa época em que a lepra não tinha cura e os leprosos eram segregados da sociedade.
Depois do ensino médio, entrou no noviciado da Companhia aos 22 anos. Nessa época, houve uma epidemia de cólera, e Beyzym com outros companheiros, dedicaram-se a visitar os enfermos. Certamente foi um momento de despertar a compaixão que o levaria a dedicar-se aos leprosos. Depois de seus estudos e de sua ordenação, foi enviado a trabalhar em escolas, mas guardava no coração o desejo de dedicar-se aos leprosos. Por fim, o Padre Geral Luís Martin acolheu seu pedido e pôde partir para Madagascar, quando já tinha 48 anos. Foi destinado a um local na periferia de Antananarivo, onde viviam cerca de 150 enfermos em condições de extrema pobreza material e espiritual. Sua primeira providência foi viver no meio de leprosos. Aí passou a dar – dentro de suas possibilidades – a atenção médica necessária. Dedicou-se a melhorar as condições mínimas para uma vida mais digna dos doentes (moradia, alimentação sadia, água potável). Não sendo suficiente a porção de arroz fornecida pelo governo, acorria à cidade para pedir esmola. Percebeu, no entanto, que seria necessário um hospital com profissionais formados. Como a Missão não tivesse fundos para esse projeto, pô-lo sob a proteção de Nossa Senhora de Czestochowa e começou a angariar fundos com instituições e empresas na Polônia. O hospital – que ainda hoje existe – foi construído em Marana. Aí morreu Beyzym em 1912, antes da inauguração de sua obra, em 1916. Faleceu cercado de seus leprosos a que havia dedicado tanto amor e a quem acolhera com tanta compreensão.
“O próprio país está onde se espera maior serviço de Deus e ajuda das almas. Não importa onde você vive, seja no Equador ou no Pólo Norte. O que realmente importa é morrer a serviço do Senhor Jesus como um membro de sua santa Companhia. Peço esta graça, tanto para a nossa querida Província como para mim mesmo.”