Restaurador da Companhia
Nasceu na Espanha, no seio de uma família da alta nobreza. Quando Carlos III expulsou da Espanha a Companhia, teve que suportar uma longa viagem cheia de percalços até chegar aos Estados Pontifícios com cerca de 600 companheiros. Quando, por fim, em 1773, as cortes burbônicas conseguiram do Papa Clemente XIV a supressão da Companhia em todo o mundo, tinha 40 anos de idade e 26 de Companhia. Durante todo o tempo da supressão, graças aos bens de sua condição social, socorreu e consolou os antigos jesuítas em suas penúrias e provações, conservando sempre o coração e o espírito de jesuíta. Humildade e caridade eram seus distintivos. Viveu o suficiente para ver a Companhia confirmada na Rússia e depois restaurada no Reino das Duas Sicílias. Nela ingressou de novo trazendo-lhe o espírito da antiga. Foi provincial e influenciou beneficamente as novas gerações. Por toda parte restaurou colégios, fomentou missões, despertou vocações. Morreu em 1811, sem poder ver a restauração completada, mas foi verdadeiro laço de união entre a antiga e a nova Companhia.
Canonizado pelo Papa Pio XII em 1954.
“Se me tornardes a escrever, não toqueis neste ponto de abandonar a vocação. Peço-vos que não façais nenhuma diligência em Roma para obter a faculdade de passar a outra Ordem, porque nunca o faria, ainda que tivesse de perder a vida mil vezes. Deus vos guarde. Vosso irmão, José Pignatelli, da Companhia de Jesus.”